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Telhados em Coimbra: madeira antiga, UNESCO e obras depois da tempestade Kristin

Coimbra tem 40 701 edifícios, 24,2% de antes de 1961, e consta da lista de concelhos em calamidade da tempestade Kristin. Veja o que isso muda numa obra de telhado.

Localidade
Coimbra
Distrito
Coimbra

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Telhados de telha vermelha de Coimbra a descer a colina da universidade até ao rio Mondego, ao fim da tarde
Fotografia anexa

Os telhados de Coimbra

Coimbra tem 40 701 edifícios nos Censos 2021. 24,2% são de antes de 1961 e 82,4% foram construídos até 2000. 5,0% precisam de reparação profunda, contra 4,6% no país. Funchal, Porto e Faro têm valor mais alto entre as cidades deste site.

Uma dissertação da Universidade de Coimbra sobre coberturas antigas diz que o suporte mais comum dos telhados antigos é de madeira. Citando uma tese sobre a Baixa de Coimbra, descreve as soluções ali mais observadas: vigas ou barrotes paralelos à fachada, barrotes sobre um lintel e uma viga de cumeeira, e asna fechada simples. Na parte geral, a mesma dissertação refere a telha cerâmica como revestimento tradicional, com a marselha e a lusa a predominar.

A Universidade de Coimbra, Alta e Sofia foi inscrita na lista do Património Mundial da UNESCO em 2013, em duas áreas (35,5 hectares). O sítio e a zona de proteção têm regras próprias de intervenção. Não lemos o regulamento municipal dessa área, por isso não dizemos aqui o que ele exige para telhas.

FontesIPMA, normal Coimbra / Bencanta · Decreto-Lei 40-A/2026 (Diário da República) · Universidade de Coimbra, dissertação sobre coberturas antigas · Câmara de Coimbra, estimativa de custos · INE, Censos 2021 (0011482)

Os edifícios de Coimbra

40 701 edifícios recenseados em 2021

  • 82,4% construídos até 2000 (país: 82,1%)
  • 24,2% construídos antes de 1961 (país: 23,1%)
  • 5,0% com necessidades de reparação profundas (país: 4,6%)
  1. Antes de 19193,8% (1530)
  2. 1919-19457,1% (2901)
  3. 1946-196013,4% (5437)
  4. 1961-198029,1% (11 841)
  5. 1981-199015,7% (6409)
  6. 1991-200013,3% (5428)
  7. 2001-20058,7% (3554)
  8. 2006-20106,2% (2537)
  9. 2011-20151,2% (484)
  10. 2016-20211,4% (580)

A marca vertical em cada barra é a percentagem do país.

Fonte: INE, Censos 2021, indicador 0011482, atualizado a 12/11/2022. Licença CC BY. Os números são de edifícios inteiros, não de telhados. Um edifício antigo pode ter a cobertura renovada, e um edifício recente pode ter problemas. A necessidade de reparação é do edifício todo, avaliada nos Censos.

Chuva, vento e sol em Coimbra

Na estação do IPMA de Coimbra / Bencanta (1991-2020) chovem em média 866,0 mm por ano, com máximos em novembro (121,5 mm), outubro e janeiro, e só 8,9 mm em julho. A temperatura média é 16,2 °C e em agosto a máxima média é 29,1 °C. Há 94,0 dias por ano com 1 mm de chuva ou mais e 29,6 com 10 mm ou mais.

A geada existe: 6,0 dias por ano com mínima abaixo de 0 °C, concentrados em janeiro (2,5), dezembro (1,7) e fevereiro (1,6). A chuva vem em bloco, de outubro a janeiro, depois de um verão seco: as caleiras entopem com folhas e o telhado só mostra o problema quando chove a sério.

Casas e coberturas em Coimbra

  • Prédios antigos

    Na Baixa e na Alta, os telhados antigos têm estrutura de madeira, segundo a dissertação da UC. Quando entra água por baixo da telha, a madeira apodrece primeiro: peça uma inspeção à estrutura e não só a troca da telha.

  • Centro histórico

    A Alta e Sofia são Património Mundial. Não lemos as regras municipais dessa área sobre cor e material de telha. Antes de qualquer telhado nessa zona, pergunte à Câmara.

Regras e licenças em Coimbra

Coimbra está na lista de concelhos em calamidade da RCM 15-B/2026 (n.º 2). Por isso, quem repara um edifício danificado pela Kristin pode fazê-lo sem licença nem comunicação prévia, nos termos do artigo 7.º do Decreto-Lei 40-A/2026. Basta avisar a Câmara por via eletrónica, no prazo de um mês depois de começar. Isto não dispensa os planos de ordenamento nem as normas técnicas de construção.

O regime acaba em meados de fevereiro de 2027, um ano depois da entrada em vigor do decreto. Em edifício classificado ou na zona de proteção da UNESCO (Alta e Sofia), valem as regras do património: nesses casos fale com a Câmara antes de abrir o telhado.

Ver a fonte (files.diariodarepublica.pt)

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Coimbra e a tempestade Kristin

A Câmara de Coimbra informou a 30 de janeiro de 2026 que a depressão Kristin causou cerca de 600 ocorrências (queda de árvores e de estruturas, inundações, danos na rede elétrica). A página não fala de telhados. A 8 de outubro de 2026 o Município anunciou um concurso de reparação de coberturas de edifícios municipais de habitação nos bairros da Rosa e do Ingote (preço base de 451 210 euros), que a Câmara diz terem sido danificadas pela Kristin. É obra do município, não apoio a particulares.

Para o dono de uma casa própria e permanente, o Estado paga a despesa elegível que sobrar depois dos seguros, até 10 000 euros. Em Coimbra, quem faz o orçamento do dano é a Câmara, e a CCDR Centro valida-o. Um título de página da CCDR Centro, que não conseguimos abrir, indica que as candidaturas fecharam a 7 de abril de 2026. Confirme.

Notas gerais

Segundo o Decreto-Lei 40-A/2026, art. 7.º, as obras em edifícios danificados pela tempestade não precisam de licença nem de comunicação prévia: informe a Câmara por via eletrónica do início dos trabalhos no prazo de um mês. As regras do planeamento e as normas técnicas continuam a valer. O regime termina em meados de fevereiro de 2027.

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